quarta-feira, 28 de março de 2012

Rapadura se apresenta em homenagem o Dia Mundial do Teatro

Ontem, 27 de março, foi Dia Mundial do Teatro e Nacional do Circo. Hoje, a Cia. Sem Nome resolveu comemorar fazendo aquilo que mais amamos. Quem esteve na área de convivência do Sesc Fortaleza na tarde de hoje pôde conferir mais uma apresentação de Uma rapadura, 3 atores & uma História. Fiquem atentos, a próxima temporada da grupo é itinerante. A Rapadura vai passar por diversos espaços de Fortaleza em apresentações promovidas Centro Cultural Banco do Nordeste em maio. Viva o Teatro! Vivam as Artes Cênicas!

Confira nossa agenda!

Veja aqui a entrevista que Felipe Sales, do Sesc, deu ao CE TV primeira edição falando sobre a Rapadura, Semana Sesc de Artes Cênicas e Palco Giratório.

domingo, 18 de março de 2012

Rapadura na Semana Sesc de Artes Cênicas

No mês do Teatro e do Circo, a Cia. Sem Nome vai estar vai estar se apresentando dia 28 de março, às 16h,  na Semana SESC de Artes Cênicas. O espetáculo Uma rapadura, 3 atores & uma História está confirmado para apresentação na Área de Convivência do Sesc Fortaleza, na Av. Duque de Caxias, Centro. 

O acesso é livre e gratuito. Quem quiser doar livros não didáticos, a Cia. continua arrecadando o material para reverter para acervos de bibliotecas carentes. Em maio, tem mais apresentações confirmadas no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), no programa Arte Retirante, onde a Rapadura vai passar por diversos espaços em Fortaleza e no Interior.

Informações: 3452 9090

Confira nossa agenda!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Crianças da rede municipal assistem a Rapadura

Diversas crianças da rede municipal assistiram ao infantil "Uma rapadura, 3 atores & uma História" no Teatro Sesc Emiliano Queiroz na última sexta (27/01). O projeto "Culturando nas Férias" é do núcleo de cultura do Sesc, que durante as férias realizou diversas atividades como oficina de fanzine, leitura, pintura e várias outras ações. Cerca de duzentos garotos e garotas da rede municipal de ensino se divertiram com a história maluca dos três atores mais desengonçados de Fortaleza. Em março e maio tem mais apresentações da Rapadura por aí. Fica ligado!


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Mil crianças assistem a Rapadura no Shopping Benfica

A Cia. Sem Nome apresentou a Rapadura no projeto Manhã Feliz, do Shopping Benfica, que recebeu cerca de mil crianças de diversas entidades filantrópicas em Fortaleza. O projeto, que já está na sua 14ª edição, recebeu a o espetáculo Uma rapadura, 3 atores & uma História nos dias 6 e 7 de outubro. Foram 5 apresentações  em comemoração ao Dia das Crianças. Foi uma experiência bem legal!

Em breve teremos novas apresentações!

domingo, 18 de setembro de 2011

Cia. Sem Nome participa de discussões sobre teatro infantil

Encontro de artistas na Vila das Artes

A Cia. Sem Nome foi convidada a participar do I Encontro de Realizadores de Teatro Infantil de Fortaleza com presença de pensadores, grupos, produtores e realizadores para dialogar sobre seus rumos e suas perspectivas em âmbito local, regional e nacional.

Os grupos que realizam ou já realizaram algum espetáculo voltado ao público infantil trocaram experiências e discutiram juntamente com os representantes de equipamentos e instituições que realizam programação infantil sobre dificuldades e melhorias nesse setor.

O Sesc e o Centro Cultural Banco do Nordeste, equipamentos gestores de cultura que já foram parrceiros da Cia. Sem Nome, estiveram presentes para ouvir às demandas da classe teatral composta por grupos como Cambada, Alumiar, Cia. Bilu e Bila, Cia Plural de Artes Cênicas, "Passa pra dentro, menino", 3x4 de Teatro, dentre outros.

Ao todo, mais de 20 coletivos de teatro de Fortaleza e outros municípios do Ceará compuseram o encontro que aconteceu nos dias 15 e 16 de outubro, sendo uma realização do Grupo Pavilhão da Magnólia em parceria com o Teatro Máquina e com apoio da Vila das Artes, Prefeitura de Fortaleza e Banco do Nordeste. A ideia é realizar outros encontros para discutir possibilidades de sustentabilidade e mercado para o teatro infantil no Ceará e elaborar as diretrizes para os próximos anos.


terça-feira, 30 de agosto de 2011

A Polêmica do Tablet


Por Danilo Castro
31/08/2011

Chega de falar do passado condenando o presente. A conjuntura é outra. Não podemos querer que nossas crianças sejam as mesmas que fomos um dia. Cada um vive no seu tempo e deve ser analisado e entendido dentro do seu recorte temporal, por isso não adianta negar a inserção das novas tecnologias nos sistemas de educação, isso faz parte da vida cotidiana e dos processos de mudança que vivemos intermitentemente. São novos rumos que estamos trilhando, mas é preciso cuidado na hora de mergulhar de vez nesse novo mundo. 

Um famoso colégio de Fortaleza lançou uma campanha publicitária no último mês. A polêmica instalou-se. Tablet substitui livros? Na prática, sim. É possível ler os mais diversos livros num aparelho de pouco mais de 20x15cm. Aliás, ler é muito pouco diante das possibilidades com um tablet. Pode-se ler, interagir com os colegas, compartilhar ideias, acessar a internet, etc. Mas esbanjar que “Tablet substitui livros” em letras garrafais em outdoors pela cidade, sem dúvida alguma, foi um grande equívoco. 

Apesar de sabermos que o colégio não irá se desfazer do seu acervo e que este vai continuar disponível para pesquisas e locações, a campanha acaba refletindo o quanto o ensino virou um mercado. As escolas que não possuem tablets já estão correndo para não ficar atrás. Mas será que as instituições de ensino realmente estão interessadas em agregar valor aos seus alunos ao implementarem os tablets no método de ensino ou será essa mais uma forma de suprir a educação de plástico ostentada por uma determinada elite em Fortaleza?

Apesar da potencialização da ludicidade para o estudo, as novas tecnologias reduzem a sociabilidade pessoal para enaltecer a virtual, além disso, com um tablet é possível ter acesso a várias plataformas digitais simultaneamente. Há então uma superabundância de informações que dispersam a atenção do seu usuário. De certo, essas mídias não substituem o livro, até porque que os dispositivos mobile, virtuais, conectados com a internet não permitem a concentração por longo tempo numa única coisa. 

Com um tablet nas mãos, qual aluno vai ficar duas ou três horas lendo Dom Casmurro ou O Guarani na biblioteca? Por isso é preciso pensar no uso dessas novas ferramentas de maneira estratégica para que não criemos craques em tecnologia em detrimento de alunos sensíveis, cidadãos, humanos, sociáveis, éticos. Valores que também devem ser responsabilidade da escola proporcionar.

Depois das gerações X e Y, chegamos em 2011 à geração T, que, segundo as mais novas pesquisas, são os jovens que cada vez mais estão vivendo a tecnologia da informação como extensões do próprio corpo, e, consequentemente, perdendo o senso crítico e analítico, tendo sérias dificuldades na hora de emitir opiniões e aumentando seu potencial de mero replicador de informações.

Talvez um dos maiores poréns seja o fato de que muitos dos nossos alunos hoje estão saindo da escola aprendendo menos cidadania e sendo cada vez mais adestrados para o vestibular e o mercado. O tablet é um mundo de possibilidades, um ganho enorme para o sistema educacional fortalezense, mas é preciso ter cuidado, muito cuidado. Afirmar que ele substitui um livro é compactuar com um método de ensino cada vez mais encantador e descartável.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Jovem cria "barracoteca" na Favela

Por EMILIO SANT'ANNA

DE SÃO PAULO

Otávio Júnior, 27 anos, idealizou e construiu biblioteca em comunidade no Rio. Ele também escreveu seu primeiro livro enquanto os traficantes trocavam tiros com policiais e militares
Enquanto traficantes do Comando Vermelho em fuga trocavam tiros com a polícia e soldados do Exército durante a ocupação dos complexos da Penha e do Alemão, em novembro de 2010, Otávio Júnior, 27 anos, escrevia. Sem poder sair de casa, finalizava “O Livreiro do Alemão” – seu ingresso no mundo dos escritores – e preparava-se para instalar a primeira biblioteca do conjunto de 13 favelas na zona norte do Rio com quase 400 mil pessoas.

“Quando os confrontos eram muito acirrados, eu produzia muito. Escrevia enquanto as balas ‘comiam’ para cima e pra baixo.”

Biblioteca? Na verdade, trata-se da “Barracoteca Hans Christian Andersen” – corrige Otávio. O nome é uma homenagem ao escritor dinamarquês autor de contos como “A Pequena Sereia” e “A Roupa Nova do Rei”.

O local – um antigo salão de forró – no morro do Caracol, Complexo da Penha, funciona desde maio e será inaugurado oficialmente em 22 de agosto, dia do Folclore. Parte dos livros é doação do Ministério da Cultura, o resto foi amealhado por Otávio durante os dez anos em que andou por todo o Complexo da Penha e do Alemão, com uma mala na mão, oferecendo livros emprestados aos moradores.

O investimento foi de R$ 7.000. Como não tinha nem a décima parte desse valor, a solução foi apelar a conhecidos e desconhecidos. “Passei o chapéu, mas passei o chapéu virtual”, diz. No blog Ler é 10 – Leia Favela, o jovem anunciou a Barracoteca. Em três meses reuniu a quantia necessária.

Filho de pedreiro, chamou o pai para reformar o local. Otávio narra em “O Livreiro do Alemão” (Panda Books) como seu amor à literatura se deu quase por acaso. Aos oito anos, saía de casa todo dia para ver as peladas no campo de terra da comunidade. “Naquele dia, passei em frente a um lixão e havia uma caixa com brinquedos velhos e um livro”, conta. “À tarde faltou luz e como não podíamos assistir a televisão preto e branco, lembrei do livro.”

Impacto

O “impacto da literatura” mudou a vida do menino. A paixão cresceu a ponto de, no ensino médio, desenvolver um hábito: matar aula, tomar um ônibus, andar 20 km e ir para a biblioteca do Museu da República, no centro. “Chegava a ler dez livros por dia.” Era então um tempo difícil. A família enfrentava o alcoolismo do pai de Otávio.

“Minha mãe ficou louca quando descobriu. Porém, sabia que eu matava aula, mas estava bem acompanhado.”

Fonte: Folha